Medusa, a divindade marinha com cabelos de serpentes. Que petreficava de medo todo aquele que ousasse olha-la no rosto. Foi derrotada por Perseu que levou para a missão, entre outros objectos, um escudo espelhado. Terá sido nesse escudo que a divindade se viu reflectida e sucumbido à própria raiva a si redireccionada, tendo aproveitado então o herói para lhe cortar a cabeça e assim acabar com esse flagelo entre os homens.

Mas terá mesmo acabado, o flagelo?

Esta peça, desenhada e concebida com base no mito, junta os simbolos que para nós são os mais importantes da história: as serpentes em prata, cabelos nascidos da raiva interna da Medusa, a madeira, material usado em escudos e outros materiais bélicos, o titanio polido até ficar espelhado, lembrando não só a dureza e a resistencia que se supõe no herói como também a especificidade espelhada do escudo de Perseu, onde foi possivel o monstro se ver reflectido.

Quem usa o colar reflecte tudo aquilo que estiver na direcção do seu olhar, mas pode também ver-se nele reflectido “transformando-se” por momentos na Medusa da história. Uma proposta de reflexão sobre estes conceitos!

De elevado valor simbólico esta peça única e muito especial sugere uma protecção de quem a usa contra os “monstros” que vivem fora, ao mesmo tempo que convida a uma atenta e permanente auto-observação das emoções internas, pois, como disse Nietzsche:

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não se transformar num monstro também”