A iolite é uma pedra preciosa do grupo das cordierites, com características muito interessantes, nomeadamente o seu pleucroísmo (variação de cor quando vista de ângulos diferentes) e a sua semelhança com a safira quando lapidada com perícia.

A gama de cores que a mesma pedra pode apresentar, dependendo da forma como está orientada para a luz, vai do cinza-amarelado ao azul-violeta, passando pelo azul-água. É o seu tom azul-violeta o mais cobiçado, derivando daí o seu nome: iolite, do grego ios, significando violeta.

Esta tonalidade violeta torna a gema extremamente parecida com safira, mas é difícil conseguir fixá-la (técnicas de lapidação), o que faz com que as iolites com esta característica, nomeadamente as maiores, sejam raras e por isso bastante caras.

Não sendo tão dura como a safira, a iolite apresenta uma dureza superior à turmalina e a todas as variedades de quartzo. A dureza, o pleucroísmo, a forma como se quebra e cresce na natureza, são devidas à sua composição, entre os quais se encontra o ferro.

Encontram-se jazidas de iolites na Índia, Brasil, Canadá, Alemanha, Moçambique, Burma, Sri Lanca, Tanzânia, Estados Unidos da América, Zimbábue, Finlândia, Noruega e Madagáscar, sendo Madagáscar considerado o local onde se encontram estas gemas com qualidade superior.

Foi provavelmente na Finlândia e na Noruega que os Vikings encontraram e colecionaram estas pedras, usando-as na navegação como lente para localizar com precisão o sol nos dias nublados e assim se manterem orientados.

Esta capacidade de “ver com clareza na escuridão” oferecida pela iolite na navegação Viking, terá condicionado a associação da gema ao “dom da clarividência”.