Como qualquer outro objeto, uma jóia tem características próprias que devem ser conhecidas para poder ser usada e cuidada da melhor forma e, assim, manter-se bonita por todo o tempo que passamos com ela. Nem os metais preciosos, nem as gemas que a eles associamos são imunes à influência dos elementos, pelo que se usarmos uma jóia sem preocupação com estes, ela pode perder o brilho, mudar a cor, mudar a forma, ganhar manchas, ou mesmo partir-se em casos mais extremos.

Partamos pois de um princípio básico: por mais que gostemos de uma jóia, ela não faz parte do nosso corpo. Ela é um acessório que quando usamos, desperta em nós uma determinada emoção que nos agrada, que valoriza a nossa imagem, dando um toque especial aos nossos movimentos e presença.

Assim, tirar e pôr um anel, um colar ou qualquer outra peça, é tão natural como vestir e despir roupa. Esta é na realidade a melhor forma de preservar o aspecto inicial de uma jóia: colocá-la, retirá-la durante o dia sempre que estivermos a desenvolver uma actividade não compatível com o seu uso, no final do dia limpá-la com uma flanela seca e guardá-la numa caixa apropriada.

Para algumas pessoas este procedimento pode parecer pouco prático, mas na realidade é apenas uma questão de hábito.

Ainda que pequenos, os brincos, os fios, as pulseiras e os anéis devem ser removidos e guardados quando vamos tomar banho ou dormir. No caso dos anéis, mesmo quando lavamos as mãos e sobretudo quando aplicamos creme.

Se praticarmos natação, sempre que vamos para a piscina devemos guardá-los, mas em qualquer desporto isso também será importante. Mesmo que o desporto não seja de contacto e por isso possamos imaginar que a utilização da peça não vai magoar-nos ou aos outros, o suor que produzimos durante o treino ou um impacto menos controlado com equipamentos (pesos, máquinas, parede, chão), podem reagir com o material daquela.

Ainda que não pratiquemos desporto, ou hidratemos o corpo com loções cremosas, ou usemos perfumes, e nos limitemos a lavar o corpo com sabão neutro, o nosso corpo elimina no suor partículas de gordura e outros componentes bio-químicos, que se alojam nas jóias que usamos, alterando-as. A prata pode ficar manchada, o ouro ficar baço e sujo, assim como os diamantes e outras gemas.

Ter atenção à forma como usamos a jóia, limpá-la ao fim do dia e guardá-la isolada de outras peças, é pois uma forma não só de mantermos a sua beleza por muitos anos, como também nos relacionarmos com ela mais intensamente, já que nos dá tempo para a olhar, manusear e recordar os vários momentos em que ela nos fez brilhar. Impossível não sorrir enquanto fazemos isto!

Ainda assim, será natural que ao fim de uns anos, dependendo do uso que dermos à peça, esta necessite de uma limpeza mais profunda, que deverá ser realizada pela entidade profissional que nos vendeu a jóia. É essa entidade que conhece as características particulares da peça e sabe qual a melhor forma de proceder à sua limpeza sem a danificar.

De qualquer forma, convém lembrar que estas limpezas mais profundas não devem ser frequentes. O intervalo mínimo considerado seguro é de um ano, pelo que o melhor é mesmo manter os cuidados de manutenção diários referidos no inicio do artigo.

Nós e uma flanela limpa e seca, somos o melhor amigo das nossas jóias.